Sábado, Fevereiro 25, 2012

Albert Nobbs

"You are the strangest man I have ever met."


Glenn Close não é uma das melhores atrizes da atualidade, é a melhor!
Basta conferir qualquer episódio de "Damages" e ficar embasbacado.
Infelizmente seu trabalho em "Albert Nobbs" é extremamente prejudicado por um roteiro ridículo e pela falta de ousadia do Rodrigo Garcia na direção.
Quem se sobressai é a impressionante Janet McTeer, o melhor dos (poucos) acertos do longa.

Nota: Mia Wasikowska cada vez mais fofa, mas ainda devendo uma interpretação do nível de "In Treatment".


Nota: 6,5

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012

A Dama de Ferro

"It used to be about trying to do something. Now it's about trying to be someone." 

 Lamentável!
O lado MENOS interessante da ex-Primeiro-Ministra, sua velhice e esquizofrenia, foi justamente o MAIS explorado pelo terrível roteiro desse longa.
O lado político e a efervescência daquele período são mostrados apenas em flashbacks rápidos e desorientados.
Tudo errado e fora de tom.
E, apesar dos pesares, Meryl Streep merece o oscar.

obs: a maquiagem do filme é incrível.

Nota: 5,5

Terça-feira, Fevereiro 14, 2012

O Homem que Mudou o Jogo

"I made one decision in my life based on money. And I swore I would never do it again." 


Mesmo tratando de um esporte nada tradicional (pro Brasil, claro), o filme do ótimo Bennett Miller não decepciona.
O roteiro foca na importância "das estatísticas", na burocracia e, principalmente, nos bastidores do beisebol.
O elenco todo está bom, com destaque pra ótima Kerris Dorsey.
E o filme diverte na medida certa, mas é certinho demais para atingir um outro patamar.
Só não entendi as indicações pro oscar, ou pra qualquer outro prêmio!!
Nada aqui é digno de nomeação! Nada!



Nota: 7,0

Domingo, Fevereiro 12, 2012

O Artista

"Não vou falar! Não direi uma palavra!"


Meu amor pelo cinema é maior que qualquer tropeço pessoal.
Sempre fui mais feliz assistindo, analisando, interpretando.... sentindo!
É revigorante quando percebo que não sou o único ("The Dreamers").
E fico extremamente feliz quando vejo filmes que celebram o amor pela sétima arte, como esse "O Artista".
Os cinéfilos apaixonados agradecem.


Obs: Jean Dujardin e  Bérénice Bejo esbanjam talento e simpatia. Não é o melhor filme indicado ao oscar (ainda prefiro o magnífico "A Árvore da Vida"), mas se vencer estará em boas mãos o prêmio!


Nota: 9,0

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012

Kill List

"Ele tinha que sofrer"

Subversivo e impactante filme britânico.
Ritmo lento, cenas de violência ao estilo "Irreversível" e um roteiro difícil, confuso e acelerado em seus minutos finais.
O filme joga no liquidificador: assassinos profissionais, depressão, rituais satânicos e muita insanidade.
As cenas finais forçam uma segunda revisão.
Gostei por ser diferente e corajoso, mas não indico.

 Obs: na minha opinião a "reveladora" cena final teria ficado na sala de edição.

Nota: 7,0

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

Os Descendentes

"What is it that makes the women in my life destroy themselves?"

 É talvez o filme mais sincero entre os indicados desse ano ao oscar.
Roteiro lindo, com diálogos mesclando drama e comédia de forma simples e tocante.
As atrizes novatas são excelentes, e até mesmo o molequinho retardado é bom!
E George Clooney ainda nos brinda com sua melhor interpretação.
Alexander Payne dificilmente decepciona, mas não!
Não é seu melhor filme, e só quem viu "Eleição" sabe do que estou falando.

Obs: mas aquela trilha sonora com músicas "regionais" é insuportável.

Nota: 8,0

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012

Histórias Cruzadas

"You is kind. You is smart. You is important."

- Um amontoado de clichês pode virar um bom filme?
- Sim, mas somente se o elenco for esplendoroso.
"Histórias Cruzadas" é mais ou menos isso: roteiro quadrado, direção frouxa, cenas reencenadas de outros sucessos, direção de arte impecável, e o melhor elenco feminino do ano!
Jessica Chastain, um primor!
Emma Stone, cada vez mais promissora.
Octávia Spencer, Allison Janney, Bryce Dallas-Howard fazem muito bem os personagens/clichês.
E Viola Davis, muito obrigado por você existir!


Nota: 7,5

Terça-feira, Janeiro 31, 2012

O Espião que Sabia Demais

"Things aren't always what they seem."

Lamentável que somente as tramas mais simplórias estão sendo reconhecidas com prêmios esse ano.
Esse filmaço do ótimo diretor sueco Tomas Alfredson (o mesmo do fabuloso "Deixa Ela Entrar") foi solenemente ignorado, e acusado de não ser inteligível.
Mas o roteiro aqui, sabiamente, não alivia mesmo em nenhum momento!
Corrupção, agentes duplos, traições, romances proibidos, burocracia... Nada de lugares comuns e de clichês típicos dos filmes de espionagem.
E não tem nennhum ator "mais ou menos" aqui. Todos discretos e brilhantes!

Obs: Pelo menos o roteiro, trilha sonora e o soberbo Gary Oldman foram lembrados pelo Oscar.



Nota: 8,0

Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres

"I'm mentally incompetent and can't manage daily life."

Não tem como não elogiar a direção sempre precisa do David Fincher e a trilha sonora da dupla Trent Reznor e Atticus Ross.
O ritmo acelerado empolga, os atores são ótimos, e o roteiro apesar de confuso na primeira parte não compromete.. mas... é passageiro!
Fincher já fez filmes melhores nesse gênero ("Seven" e "Zodiaco") e aquela cena/clichê do assassino explicando seus crimes so é 'interessante' em filmes de terror ao estilo "Pânico".


Obs:  Rooney Mara você é realmente um estouro! Mas por favor, devolva sua indicação ao oscar pra a Tilda Swinton! ok? Obrigado!

Nota: 7,0

Quinta-feira, Janeiro 26, 2012

Precisamos Falar Sobre Kevin

"It's like this: you wake and watch TV, get in your car and listen to the radio you go to your little jobs or little school, but you don't hear about that on the 6 o'clock news, why? 'Cause nothing is really happening, and you go home and watch some more TV and maybe it's a fun night and you go out and watch a movie. I mean it's got so bad that half the people on TV, inside the TV, they're watching TV. What are these people watching, people like me?"

Corajoso e polêmico filme britânico da diretora Lynne Ramsay.
Centrado exclusivamente na personagem da  mãe, na dificuldade de convivência dela com seu (monstro) filho e na melancólica tentativa de reconstruir sua vida depois da tragédia.
Bom, não li o livro, mas acredito que a figura da mãe tem sua parcela de culpa, e, infelizmente, o roteiro não abraça o problema em toda sua magnitude.
O que fica é um trabalho preciso da direção, montagem, e da soberba Tilda Swinton, perfeita em cada respiração!

Obs: Destaque também pros ótimos  John C. Reilly e Ezra Miller.

Nota: 8,0